Somos complacentes com a Lei de Gerson – aquela que diz ser preciso levar vantagem.Vejamos os escorregões do nosso cotidiano. Pregar mentira? Errar no troco? Vender gato por lebre? Roubar? Subornar o guarda?”Vai que cola”? Chegar atrasado? Não cumprir o prometido? Só trabalhar quando vigiado? Atrapalhar a vida dos outros? Jogar lixo na rua? Ser grosseiro por quase nada? São menos prósperas as sociedades

em que muitos não são contidos pelo sentimento do certo e do errado. Esvai-se o tempo de todos, uns se protegendo contra os outros, vigiando para não serem roubados ou assegurando que o serviço será feito.

Na prática o certo vira hábito, vem espontaneamente, entra no piloto automático. Quando um pode confiar no outro, tudo fica mais simples, a cooperação se multiplica e a sociedade prospera. Lamentavelmente, a sociedade brasileira torna-se cada vez mais desleixada nesse ponto tão crítico para nosso futuro. E isso acontece em todas as classes sociais. Revogar a “Lei de Gerson” não é não é tão simples, pois carece mudar hábitos arraigados em todos os estamentos da sociedade.